• 24 maio

    Hipertensão é doença que exige alimentação orientada por especialistas

    Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 30% da população do País é hipertensa

    Determinantes genéticos, sobrepeso, inatividade física influenciam no aumento ou diminuição da pressão arterial de hipertensos e população em geral.

    A hipertensão, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que ataca vasos, coração, rins e cérebro, causada principalmente pela contração do próprio vaso sanguíneo. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 30% da população do País é hipertensa. Fazer o controle da doença é um desafio porque os cuidados devem ser vários, contudo a alimentação pode ajudar regular tal condição e até mesmo prevenir o seu surgimento. 

    Fatores de risco 

    Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas geralmente aparecem quando a pressão sobe muito, alguns dos mais conhecidos são dores no peito e de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza e visão embaçada. Determinantes genéticos, sobrepeso, inatividade física influenciam no aumento ou diminuição da pressão arterial de hipertensos e população em geral.

    “Os níveis elevados de pressão arterial são facilitados por alguns fatores como elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio, excessivo consumo de álcool, estresse, sedentarismo, alta ingestão calórica. Esses dois últimos são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados ao aumento da gordura visceral, a resistência à insulina e à elevação da pressão arterial’’, explica a nutricionista Vânia Cruz. 

    Alimentação em foco 

    Alguns hábitos podem ser evitados, e até mesmo substituídos, para que se consiga uma qualidade de vida melhor. Não é mistério que uma boa alimentação pode ajudar a prevenir doenças e a fortalecer o sistema imunológico. Para os hipertensos, uma das dicas mais preciosas também é comer bem. 

    “Consuma alimentos naturais ou minimamente processados, frutas, vegetais, castanhas, feijões que são ricos em potássio e magnésio", sugere a especialista. A nutricionista Daniely Santos também corrobora e aconselha a passar longe de produtos que sejam ricos em gorduras saturadas, colesterol, açúcar e aditivos, além de incluir o mínimo possível de sal. "Consuma peixes, frango, carne vermelha magra, objetivando diminuir o consumo de gorduras ruins que causam aumento do colesterol. A orientação nutricional para pacientes hipertensos é evitar os produtos processados, embutidos, conservas, molhos prontos, caldos de carne, temperos prontos e defumados", orienta. 

    Alternativas saudáveis 

    E sendo um dos ‘vilões’ para os hipertensos, o sal pode gerar consequências, como a elevação da retenção de líquido, caso haja excesso de consumo. Desse modo, substituir o produto é crucial. "Para dar sabor aos alimentos, utilize sempre temperos naturais como orégano, curry, coentro, cebolinha, salsinha, louro, alho, hortelã, salsão, alecrim, erva-doce, manjericão e limão. Além de deixar suas refeições deliciosas, são cheios de compostos bioativos, que promovem a redução da pressão arterial", destaca Vânia. 

    Ela também ressalta que o sal do Himalaia contém a mesma quantidade de sódio, portanto, precisa ser consumido com cautela da mesma forma, com o máximo de duas colheres de café rasas para toda a alimentação diária, mas essa quantidade deve ser prescrita de forma individualizada por um especialista. O Ministério da Saúde também indica adotar estilo de vida saudável, praticar atividade física e moderar o consumo de álcool. 

    Fonte: Folha de Pernambuco

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